REFORÇO POSITIVO TEM RISCOS?

23/02/2018

 

Há uma grande deturpação por parte de alguns pais, famílias e adultos em geral, sobre o que é Reforço Positivo, então a criança bebe água e o adulto desavisado e acreditando que tem que valorizar tudo, diz assim: “nossa como você bebe água bem meu filho, que espetáculo de copo que você segura “ então fica algo over. Estou exagerando? Nem tanto! Pode acreditar que está um exagero, e alguns pais entendem que reforçarão positivamente se disserem que a criança é a melhor, a mais perfeita, a única, quando isso não é a realidade. E ainda traz uma impressão a criança de que ela é alguém melhor que os outros. O reforço positivo está sendo confundido com elogios vazios e confusos.  

 

Não se está falando de reforçar positivamente coisas óbvias e despropositadas. Isso causaria uma deturpação perceptiva na própria criança de que em tudo ela criança é maravilhosa, é perfeita. Que ser humano é esse? Perfeito em tudo?   

Reforço positivo é usado para valorizar e incentivar o bom comportamento.   

Vamos ter isso claro: o que se vai fazer é o reforço positivo pelo comportamento desejado, pelo comportamento que traga positividade a criança, ao seu ambiente e às suas relações.  

Por exemplo: “ Uau filha! Que bacana! Você hoje cuidou do seu irmãozinho, ajudou ele na hora que ele queria lavar a mão e não estava alcançando na pia, que bacana isso filha!“   

“Filho ontem você ficou estudando por todas aquelas horas seguidas e seu esforço foi recompensado. Parabéns pela sua dedicação e pela boa nota que tirou.”  

 

O Reforço Positivo deve ser específico, claro de ser compreendido e porque foi dado. E deve ser feito por meio de elogio, carinho, afeto e beijo, não precisa ter envolvido aí a compra de bens materiais.   

 

Então o...   

- Primeiro ponto é que O Reforço Positivo não é valorização vazia, de palavras vazias, mas tem sentido, significado e é verdadeiro;  

- Segundo ponto é que esses reforços são claros e específicos;  

- E o Terceiro ponto é que esses reforços são feitos por meio de valorização afetiva, palavras elogiosas, reconhecimento diante da família, beijo e abraços. Evitando dar presentes comprados.  

 

Jamais oferecer presentes antes do comportamento positivo ser realizado, isso seria barganhar e não reforçar. O Reforço Positivo vem depois do comportamento realizado.  

 

Então não é assim: “oh que legal meu filho, se você hoje se arrumar na hora, vai ganhar mais 30’ de videogame“   

 

Deve ser depois do comportamento:  “que bom meu filho que você hoje conseguiu tomar banho no tempo que precisava, e quando a van chegou você já estava lá fora esperando“ então é específico, é claro, é verdadeiro.   

E sempre baseado em afeto para que? Para o crescimento emocional da criança. Portanto fecha com um abraço, um beijo, um toque de mãos tipo “hifive”.  

 

Uma criança criada com base nesse grau de qualidade de reforço onde há verdade e afeto no elogio fica suprida, não fica precisando aguardar o elogio do mundo, ela está segura, está bem, porque se apropria realmente do que é dela, e não de elogios vazios que ela percebe no fundo que não é ela.   

 

Foooraaa então com a falação vazia, oca, de elogio pelo elogio, de qualquer maneira ou por qualquer coisa que seria a tarefa normal da criança.  A criança que recebe reforços positivos pelo seu comportamento positivo, de forma afetiva, com verdade e significado ela não precisa estar carente do elogio externo, porque ela está alimentada do que ela mais precisa que é de si mesma, ela encontra em si seus reais suportes que são seus reais recursos e se encontra no seu próprio eixo, naturalmente com suas idiossincrasias (característica comportamental peculiar a um grupo ou a uma pessoa) normais, de todo ser humano, mas firme, segura de si e com sua auto imagem em alta.  

 

Dessa forma a criança está no contato com suas reais qualidades, com suas competências e com suas capacidades.   

 

Fornecer Reforço Positivo não significa que pai e mãe não falem quando as coisas não foram bem feitas. O pai e a mãe não podem se omitir e impedir que criança assuma sua responsabilidade pelos seus atos, se ela fez algo, precisa arcar com os ônus disso, vou dar um exemplo: a criança está correndo e a mãe pedindo para ela parar e ela não para, não ouve, aí derruba uma peça da casa da família que está visitando, nesse momento  é pra mãe se dirigir a criança e dizer com voz firme e ao mesmo tempo carinhosa: “ filho, veja, como você não parou, olha o que aconteceu“, a criança irá entender assim que há consequências quando as atitudes são impróprias.

  

Às vezes assistimos essas atitudes impróprias beirando um desmazelo com o que é do outro. Então a criança quebra o seu computador por exemplo, quebra um bem da família, destrói um sofá, e a inquietação dessa criança só aumenta e vai quebrando e destruindo o que passa pela frente e começa a ter uma falta de controle. Por isso a criança precisa ter a consciência das consequências e consequências precisam ser compensadas, sem gritos, sem violência, mas com firmeza os pais precisam conversar com seriedade: “filho o que que a gente faz agora com isso? “ Não é culpar a criança é responsabilizar “o que a gente faz agora com isso? Como que a gente resolve isso aqui?“ 

  

E o adulto não vai querer que ele reponha o bem porque ele não vai ter como repor o bem, mas ele precisa sentir profundamente o arrependimento do engano, da forma indevida que agiu, da maneira que não foi atencioso com o irmão, que não prestou atenção no que você pedia, e aprender com isso. Evitando tal comportamento daí para frente. 

 

Assim construímos pessoas com um grau de entendimento de que existem atitudes a serem elogiadas, reforçadas positivamente. Um Reforço Positivo real e com sentido e não é um reforço vazio em cima do nada do tipo “parabéns, que legal, nossa, que bonito que beleza“ um troço tolo.  E essas crianças também passam a ter um entendimento, do que é consequência quando coisas não vão bem. Não culpa, não culpa, não é culpar porque culpar é um mecanismo que foi muito utilizado no passado (e infelizmente ainda se usa).  

 

No passado não se tinha esse entendimento que se tem hoje de uma abordagem Coaching. Hoje a gente entende claramente que numa visão Coaching não se julga, não culpa, mas a criança aprende e arcar com consequências porque ela foi a autora daquilo, assim como é autora da própria vida. Essa visão Coaching: “sou autor da minha vida, sou responsável pelos resultados que eu obtenho na minha vida” liberta porque gera autonomia e a criança passa a constituir um modo de operar no mundo em que pensará: Isso é difícil, não fui eu que causei, tudo bem, é isso que eu tenho nas minhas mãos agora, o que eu posso fazer a partir de agora? O que está nas minhas mãos que seu eu fizer fará toda a diferença e me levará para eu viver, ser, sentir, pensar, ter o que faça sentido para mim?  

 

A criança verdadeiramente acarinhada e reforçada positivamente de forma “suficientemente boa” como nos diz Winicott, cresce em saúde emocional e social.   

 

Conheçam o projeto Iluminando Crianças | Mentoria on-line que preparei com muito carinho aos pais que necessitam de um direcionamento para os comportamentos indesejados de suas crianças, acesse raquelguiote.com/iluminando-criancas-mentoria

 

 

Eu limpo em mim as memórias que compartilho com cada pessoa que venha a ler este artigo.
Sinto muito. Me perdoe. Te amo. Sou grata.

 

Raquel Guiote Ribeiro
Facilitadora Harmonia Familiar Coach Infantil
www.raquelguiote.com
Objetivo : Despertar Autoconhecimento | Valores nas crianças para serem felizes hoje e se tornarem adultos conscientes e responsáveis pelas suas Ações, Pensamentos, Atitudes e Comportamentos;
Pais aprendendo realizar boas perguntas para gerar nas crianças reflexões  e estimular o desenvolvimento de novas ações e atitudes pensadas e expressadas pela própria criança.
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A PAZ DO EU
A Paz esteja contigo
Toda a Minha Paz
A Paz que é EU
A Paz que é EU SOU
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A Paz do EU

 

 

Tags: Assertividade

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